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Loja Schroder 177 da MRGLMERGS

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Loja P - 2

LOJA P-2, PROPAGANDA DOIS
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

P2 é a designação mais comum para a Loja Maçónica italiana Propaganda Due (Propaganda Dois).

A questão P2 veio a público com a incriminação de Michele Sindona no Escândalo do Banco Ambrosiano, no qual o Banco do Vaticano tinha muitas acções. A Loja P2 esteve envolvida na Operação Gladio – Gladio era o nome das organizações paramilitares nos bastidores da OTAN. Entre 1965 e 1981, tentou condicionar o processo político italiano através da penetração de indivíduos da sua confiança no poder judicial, no Parlamento, no exército e na imprensa. Além da Itália, a P2 também tinha actividades no Uruguai, Brasil e especialmente na “Guerra Suja” da Argentina (com Raúl Alberto Lastiri, Presidente por escasso período de Julho de 1973 até 12 de Outubro de 1973; Emilio Massera, que foi membro da Junta Militar de 1976 a 1978, líderada por Jorge Rafael Videla e José López Rega, Ministro das Obras Sociais no governo de Péron e fundador da Aliança Anticomunista da Argentina).

Fundação:
A Loja foi fundada em 1877, sob o Grande Oriente d’Italia  como uma Loja para membros que não poderiam frequentar as suas próprias Lojas. Na década de sessenta, tinha apenas 14 membros permanentes mas quando Licio Gelli passou a administrar na década de sessenta e setenta, passou a mais de 1000 membros no espaço de um ano (na maior parte provenientes da elite italiana). A expansão era certamente ilegal, pois os funcionários públicos são geralmente proibidos de fazerem parte de sociedades secretas.
Em 1976, as autoridades maçonicas retiraram o apoio à Loja expulsando Gelli da Maçonaria.

Descoberta:
As ligações do “Banqueiro de Deus”, Robert Calvi, com o Venerável Mestre Licio Gelli tornaram-se um foco de atenção da imprensa e da polícia, causando a descoberta (da então secreta) Loja. Uma lista de aderentes foi encontrada pela polícia na casa de Gelli em Arezzo em Março de 1981, contendo mais de 900 nomes, entre os quais estavam importantes cargos públicos, alguns políticos de importância (4 ministros ou ex-ministros e 44 deputados), oficiais do exército, muitos deles envolvidos nos serviços secretos italianos. Incrivelmente o futuro Primeiro-Ministro italiano Silvio Berlusconi constava na lista, no entanto ainda não estava na actividade política nessa altura. Outro membro famoso era Victor Emanuel, Príncipe de Nápoles, o cabeça da Casa de Savóia. Um documento foi encontrado na posse de Licio Gelli intitulado “Piano di Rinascita Democratica” (Plano de Renascimento Democrático) que resumia as intenções da loja numa declaração; essencialmente o objectivo de Gelli era a criação de uma nova elite política e económica para levar a Itália na direcção de uma nova forma de democracia, mais autoritária e com uma perspectiva anti-comunista..
“O objectivo da divisão dos Sindicatos deve ser prioritária,” dizia o plano “de modo a permitir a reunificação com os sindicatos livres desses componentes confederados sensíveis ao planos de actuação” O então Primeiro-Ministro Arnaldo Forlani foi forçado a se demitir, provocando a queda do governo Italiano. Giovanni Spadolini do Partido Republicano (PRI) foi então nomeado, liderando uma coligação centro-esquerda. Spadolini foi o primeiro Primeiro-Ministro Italiano não pertencente à Democracia Cristã. Todos os cabecilhas dos serviços secretos, entre os quais Vito Miceli, tiveram que se demitir.

Comissão Parlamentar dirigida por Tina Anselmi:
A Loja foi examinada por uma comissão especial do Parlamento Italiano, dirigida por Tina Anselmi da Democrazia Cristiana. A conclusão da comissão foi que se tratava de uma organização criminosa secreta, mesmo não sendo encontradas provas específicas sobre os crimes cometidos. Alegações acerca de relações subreptícias internacionais, sobretudo com a Argentina (Gelli sugeriu repetidamente que era um amigo próximo de Juan Peron) e com algumas pessoas suspeitas de pertencerem à CIA foram também parcialmente confirmadas mas rapidamente um debate político ultrapassou o nível legal da análise.

Nova lei Italiana a proibir “Lojas Secretas”
Apesar de terem sido banidas por Mussolini em 1925, as instituições maçónicas foram toleradas em Itália mas desde logo uma lei especial foi emanada, proibindo Lojas Secretas. O Grande Oriente d'Italia, depois de ter tomado acções disciplinares contra membros com ligações ao P2, afastou-se da Loja de Gelli e declarou ter respeito apenas pelos Maçons honestos. Outras leis introduziram a proibição ou adesão em tais organizações para algumas categorias da função pública (especialmente oficiais do exército). Essas leis foram recentemente questionadas por o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Escândalo do Banco Ambrosiano:
A P2 tornou-se alvo das atenções na questão do colapso do Banco Ambrosiano (um dos principais bancos de Milão cuja maior parte era propriedade do Vaticano), e a morte suspeita em 1982 do Presidente Roberto Calvi em Londres, de início tida com um suicídio mas mais tarde considerada como assassinato. Levantou-se a suspeição que muitos dos fundos desviados desse banco foram para a P2 e respectivos membros.

Aldo Moro e a estratégia de tensão:
Foi alegado por diversas vezes que a P2 esteve envolvida no assassinato do Primeiro-Ministro Aldo Moro, morto pelas Brigadas Vermelhas, depois dos Serviços Secretos Italianos se terem recusado a fazer um acordo com os raptores, contudo nunca se encontraram provas concretas. Também se suspeitou que a P2 esteve envolvida no Massacre de Bolonha, em 1980, como parte da Estratégia da tensão seguida pela Operação Gladio e executada nos bastidores da OTAN, o que levou à abertura de investigações, nos anos 1990, pela Câmara dos Deputados da Itália.

Irão-Contras e o assassinato do Primeiro-Ministro Sueco Olof Palme:
De acordo com uma entrevista dada pelo ex-agente da CIA, Richard Brenneke e Ibrahim Razin ao jornalista da RAI, Ennio Remondino, a P2 recebeu efectivamente fundos da CIA e esteve envolvida igualmente no caso Irão-Contras tal como na estratégia de tensão; aparentemente a CIA suportou a ideia pela sua determinação em fabricar um Golpe-de-Estado caso o Partido Comunista subisse ao poder. Devido à importância destes assuntos, esta entrevista deu azo a uma carta escrita por o Presidente Italiano Francesco Cossiga ao Primeiro-Ministro Giulio Andreotti.
“P: Peço perdão, mas a sua declaração é muito séria. Você diz que a P2 foi uma criação, o braço financeiro e organizacional da CIA para destabilizar, para realizar operações especiais na Europa?” Richard Brenneke: Não há dúvidas. A P2 desde o início da década de setenta foi usada para o tráfico de armamento, para a destabilização de forma encoberta. Foi feito em secretismo para manter as pessoas longe do envolvimento do governo dos EUA. Em muitos casos foi feito directamente através de escritórios da CIA em Roma e outros casos através de centros operacionais da CIA noutros países.”
Richard Brenneke: “A P2 esteve envolvida na operação pela qual eu próprio acabei em tribunal, isso foi o adiar na autorização das hostilidades americanas ao Irão em 1980” (conhecidas como “Surpresa de Outubro”) Richard Brenneke afirma ter conhecido Licio Gelli em Paris em Outubro de 1980, numa relação com a “Surpresa de Outubro”. De acordo com ele, William Casey, que mais tarde seria o chefe da CIA mas nesse tempo era um dos responsáveis por a campanha Reagan-Bush, estava presente, tal como Donald Gregg, que se tornou embaixador da Coreia do Sul mas que nessa altura trabalhava para a CIA e para o National Security Council.

Ibrahim Razin, também entrevistado, afirmou que três dias antes do assassinato de Olof Palme, em 1986, Philip Guarino, membro do círculo Republicano, em torno de George H. W. Bush, recebeu um telegrama assinado por Licio Gelli e enviado por um dos seus homens, Umberto Ortolani, de “uma das regiões mais a Sul do Brasil”. O telegrama dizia: “Diz ao nosso amigo que a palmeira Sueca vai ser arrancada.” Até hoje o assassinato de Olof Palme não foi resolvido.
De acordo com Ibrahim Razin, “P2 estava no cerne, era um os principais intervenientes no tráfico ilegal de armamento que estava ligado ao tráfico de estupefacientes desde o início. P2 também teve uma contribuição substancial no branqueamento de capitais provenientes destas actividades de país para país.

“Respondendo à questão das relações CIA-P2 Razin diz: “Suficiente para constatar como a P2 estava envolvida na questão do Banco Ambrosiano e com Michele Sindona, e de como a CIA esteve envolta em diversas manipulações financeiras. Por exemplo, nos Estados Unidos o grande escândalo envolvendo os bancos S&L são por demais conhecidos. O procurador do Estado do Texas encontrou provas do envolvimento da CIA com a falência de muitos desses bancos que usaram fundos ilegais nas suas operações. O homem que sabe muito sobre isto é Richard Brenneke, um ex-agente da CIA do Oregon.

Lista de Licio Gelli's com membros do P2 encontrada em 1981
Mais de 900 nomes; foi dito que pelo menos mil nomes ainda são mantidos em segredo. Inclui 30 generais, 38 membros do parlamento, 4 ministros, ex-ministros, chefes dos serviços secretos, editores de jornais, executivos de TV, homens de negócios, banqueiros, 19 magistrados e 58 professores universitários.

Michele Sindona, Banqueiro com ligações à Mafia.
Roberto Calvi, "Banqueiro de Deus"
Antonio D’Alì, proprietário do Banca Sicula (seu filho, Antonio D'Ali Jr., e Senador de Trapani, eleito pelas listas do Forza Italia)
Silvio Berlusconi, homem de negócios e ex-Primeiro-Ministro da Itália
Victor Emmanuel, Principe de Nápoles
Antonio Amato, Cagliari
General Vito Miceli, chefe dos SIOS (Servizio Informazioni), Serviços Secretos Militares Italinos de 1969 e chefe do SID de 18 de Outubro de 1970 ate 1974. Preso em 1975 acusado de “conspiração contra o Estado” no que diz respeito a investigações acerca do Rosa dei Venti, um grupo infiltrado no Estado e envolvido na estratégia de tensão, tornou-se mais tarde membro do MSI.
Aldo Alasia, Buenos Aires
Luis Alberto Betti, Buenos Aires
Antonio Calvino, Buenos Aires
Cesar De la Vega, Argentina
Raúl Alberto Lastiri, Presidente da Argentina de 13 de Julho de 1973 ate 12 de Outubro de 1973.
Emilio Massera, com Orlando Ramón Agosti, de 1976 ate 1978 foi parte Junta Militar em Buenos Aires, liderada por Jorge Rafael Videla.
José López Rega, Ministro das Obras Sociais no governo de Péron e fundador da Aliança Anticomunista da Argentina. ("Triple A")
Alberto Vignes, ministro Argentino.
Almirante Argentino Carlos Alberto Corti
Maurizio Costanzo, Jornalista Italiano e produtor de muitos dos programas do Mediaset (a televisão comercial de Berlusconi)
Franco Di Bella, Director do Corriere della Sera
Angelo Rizzoli, proprietário do Corriere della Sera, hoje em dia produtor de cinema.
Tassan Din, Director Geral do Corriere della Sera
Massimo Donelli, directoror do TV Sole 24 horas.
Paolo Mosca, ex-director do "Domenica del Corriere"
Gino Nebiolo, nessa altura director do Tg1, foi enviado para director da RAI em Montevideo
Franco Colombo, ex-correspondente da RAI em Paris, aspirante ao P2, agora vice-presidente da sociedade a cargo do túnel de Mont Blanc.
Fabrizio Cicchitto, ex-membro do PSI, agora no Forza Italia.
Alberto Sensini, aspirante ao P2
Roberto Memmo, que fez muito para ajudar a Michele Sindona, e agora director da Fondazione Memmo per l'arte e la cultura, situada em Palazzo Ruspoli em Roma.
Rolando Picchioni, ex-deputado do Democrazia Cristiana, agora secretário do Salone del libro di Torino.
Giancarlo Elia Valori, o único membro do P2 que foi expulso (possivelmente por estar a querer ganhar mais destaque que Licio Gelli), é agora presidente da Associazione Industriali di Roma
Roberto Gervaso, Jornalista e escritor Italiano.
Colonel Italo Poggiolini
Giovambattista Palumbo
General Pietro Musumeci
Twll Dydindi Pharoh
Giuseppe Siracusano
Giovanni Allavena
Franco Picchioni
Giulio Grassini
Colonel Antonio Labruna
Colonel Manlio del Gaudio
General Giuseppe Santovito
Judge Giuseppe Renato Croce
Judge Giovanni Palai
Walter Pelosi (director dos CESIS de 1978 a 1981)
Gustavo Selva, jornalista e deputado da Alianca Nacional
Pietro Longo, secretário do PSDI
Publio Fiori, deputado do Democrazia Cristiana, tranferido para a Aliança Nacional em 1994, ministro aquando do governo de Berlusconi.
Antonio Martino, ministro aquando do governo de Berlusconi (aspirante ao P2)
Duilio Poggiolini, ex Ministro da Saude do PLI.
Massimo de Carolis, Democrazia Cristiana nos anos setenta, agora membro do Forza Italia, ex-presidente do Conselho Municipal de Milao graças á ajuda de Berlusconi.
Angelo de Carolis, político
Mario Tedeschi, político
Enrico Manca, político socialista
Pierluigi Accornero, homem de negócios
Mario Lebole, homem de negócios
Jorge de Souza, Brasil
Pedro dos Santos, Brasil
Claudio Perez Barruna, Costa Rica
Osvaldo Brama, Dakar
Guido Ruta, United States
Randolph K. Stone, Los Angeles, USA
Dott. Hatz Olah, Melbourne, Austrália
Roberto(Bob)Patino, homem de negócios